segunda-feira, 18 de julho de 2011

O ócio que corrói



Já são três horas da manhã e ainda aqui na cama com a mesma roupa que desde ontem não troco. Pensando no amanhã, no eu querer levantar, mas levantar para quê? Pra fazer o que sempre faço? Pra pensar no que todo dia tenho pensado - _Hoje eu faço algo de novo! – e nunca ponho em prática? Pra conversar com as mesmas pessoas, ouvir o mesmo papo furado que ouço todos os dias sobre o fim estar próximo, e que preciso me preparar? Enfim, pra que ter que fazer tudo isso se no final eu vou acabar aqui na minha cama em um outro hoje tendo que me refazer essas perguntas? Chega! Está na mais do que na hora de levantar, e cumprir um tostão da minha sina. Tenho 22 quase 23, como o tempo tem passado rápido! E o que eu fiz de produtivo? Nada! Trabalho em algo que não tenho formação e nunca me especializei em nada, uma das únicas coisas que tenho, é um violão que nem é meu e todo tempo do mundo pra ficar me fazendo perguntas que sei as respostas e que me recuso a respondê-las. Realmente a vida não é um livro vinte e quatro horas, acontecem coisas que os livros não relatam, talvez eu precise ser um pouco mais claro, algumas coisas acontecem em nossas vidas, que preferíamos que não tivessem acontecido, pessoas, mundos, vidas diferentes, unidas por acaso. A vida sim imita o filme, uma hora ou outra nos flagramos com cara de paisagem, por saber que em algum lugar do universo cinematográfico existe você vivendo os clixês da dramaturgia, e se espelhando nos sentimentos triviais que lhe remetem cada cena identificavel, aquela cara que só você sabe fazer porém não consegue imitar se tentar... é a cara da angustia, do sofrimento de sua vida vivenciado pelo personagem e do receio disso vir a tona.


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