Nada preocupa mais que a falta do autocontrole, do momento em que você consegue restabelecer equilíbrio entre o pensar e agir, do varrer e limpar o vidro quebrado no chão. É incrível saber que nada mudaria, e ainda assim reações diferentes a idênticas situações ocorreriam, tudo a partir de um ponto estranhamente relevante: o seu estado emocional, o nível de envolvimento que você tem com a ocasião. A mente humana é por natureza egoísta, o bom senso assume a função de tentar colocar as coisas no lugar, medir pesos e conseqüências decisivas, assim automaticamente procura o próprio bem, evita a dor e o sofrimento por saber que não é algo bom e encontra o lugar seguro, a cápsula protetora, longe do perigo de se machucar, você está aquém aos clichês sentimentais e bla bla blas exagerados altamente suspeitos, a ponto de repudiá-los, sua mente assume por assim dizer o controle, o grau de importância de atitudes e pensamentos estão devidamente balanceados, num processo auto-protetor completamente natural.
A intervenção começa a partir da quebra contratual das emoções com a razão, a mente quem domina o corpo sendo desbancada pela canseira do pulsar melancólico de um órgão menos desenvolvido e ao mesmo tempo demasiadamente complexo, um perfeito golpe de estado, o inicio do caos, os membros que outrora te obedeciam, já não respondem aos seus comandos, você se flagra fazendo coisas que comprometeriam a segurança trabalhosamente conquistada. Sua boca, perfeito porta voz de seus pensamentos lhe traindo e denunciando seus sentimentos. Seus pés, comprometidos cavalos, agora desembestados correm atrás do perigo. Seus braços, sempre fieis escudeiros baixam guarda e lhe deixam exposto aos ataques. Seus olhos, astutos franco-atiradores entregam as armas ao inimigo. O controle foi destruído, sua mente foi aprisionada e escravizada, seu peito agora exposto recebe flechadas, pontadas que inconvenientemente demonstrariam sua fragilidade. Até que então acontece o esperado, a queda, o brokenhearth, o fim. Você se envergonha de seus atos, de cada ato que lhe consagrariam um tolo, um idiota, um homem tombado. Sua fortaleza foi invadida, Tróia está em chamas, Jerusalém sitiada, e a humilhante suplica pela volta da antiga gestão. Mas você está acabado, sem forças, desacreditado, em pedaços. Tudo aquilo que tanto evitou estava acontecendo, seu maior medo se tornou seu algoz, as ruínas continuariam até que a solução enfim fosse encontrada. O tempo passar. Em passos de formiga você se levanta, em breve sua fortaleza estará reconstruída, e você bem mais forte, todo o terrível acontecimento lhe levaria a não confiar tanto no seu coração traiçoeiro, que estaria trancafiado e vigiado se recuperando de todas as feridas de guerra. Em outros tempos você estaria mais susceptível e vulnerável, agora com segurança redobrada todos os portões de desembarque seriam revistados e somente o considerado seguro poderia entrar em seus domínios.
Enfim, você veria sua saga acontecendo em outras pessoas e só assim poderia saber o que estaria acontecendo, dizer com toda certeza que você entende. Enxergaria o quão babaca foi, e veria mais babaquice ainda desacreditando um dia ter se encontrado na mesma situação. Agora como alguém menos envolvido, faria tudo diferente, porém a situação ainda seria a mesma, a sua reação que mudaria. Você que tanto pensou que algo nunca aconteceria com você, que você nunca se permitiria passar por tanta coisa, começa a compreender que não depende só de você, que por mais que você brigue, esperneie e diga que não, no final dependerá da forma como o seu coração vai reagir, e se a sua mente estará suficientemente preparada para manter o autocontrole.
A intervenção começa a partir da quebra contratual das emoções com a razão, a mente quem domina o corpo sendo desbancada pela canseira do pulsar melancólico de um órgão menos desenvolvido e ao mesmo tempo demasiadamente complexo, um perfeito golpe de estado, o inicio do caos, os membros que outrora te obedeciam, já não respondem aos seus comandos, você se flagra fazendo coisas que comprometeriam a segurança trabalhosamente conquistada. Sua boca, perfeito porta voz de seus pensamentos lhe traindo e denunciando seus sentimentos. Seus pés, comprometidos cavalos, agora desembestados correm atrás do perigo. Seus braços, sempre fieis escudeiros baixam guarda e lhe deixam exposto aos ataques. Seus olhos, astutos franco-atiradores entregam as armas ao inimigo. O controle foi destruído, sua mente foi aprisionada e escravizada, seu peito agora exposto recebe flechadas, pontadas que inconvenientemente demonstrariam sua fragilidade. Até que então acontece o esperado, a queda, o brokenhearth, o fim. Você se envergonha de seus atos, de cada ato que lhe consagrariam um tolo, um idiota, um homem tombado. Sua fortaleza foi invadida, Tróia está em chamas, Jerusalém sitiada, e a humilhante suplica pela volta da antiga gestão. Mas você está acabado, sem forças, desacreditado, em pedaços. Tudo aquilo que tanto evitou estava acontecendo, seu maior medo se tornou seu algoz, as ruínas continuariam até que a solução enfim fosse encontrada. O tempo passar. Em passos de formiga você se levanta, em breve sua fortaleza estará reconstruída, e você bem mais forte, todo o terrível acontecimento lhe levaria a não confiar tanto no seu coração traiçoeiro, que estaria trancafiado e vigiado se recuperando de todas as feridas de guerra. Em outros tempos você estaria mais susceptível e vulnerável, agora com segurança redobrada todos os portões de desembarque seriam revistados e somente o considerado seguro poderia entrar em seus domínios.
Enfim, você veria sua saga acontecendo em outras pessoas e só assim poderia saber o que estaria acontecendo, dizer com toda certeza que você entende. Enxergaria o quão babaca foi, e veria mais babaquice ainda desacreditando um dia ter se encontrado na mesma situação. Agora como alguém menos envolvido, faria tudo diferente, porém a situação ainda seria a mesma, a sua reação que mudaria. Você que tanto pensou que algo nunca aconteceria com você, que você nunca se permitiria passar por tanta coisa, começa a compreender que não depende só de você, que por mais que você brigue, esperneie e diga que não, no final dependerá da forma como o seu coração vai reagir, e se a sua mente estará suficientemente preparada para manter o autocontrole.
i like it so much, really.
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